O Panorama do Gestor de Viagens no Brasil 2026, realizado pela Paytrack em parceria com a ALAGEV, revelou que, apesar de representarem 84% da gestão da área, as mulheres permanecem concentradas nas faixas salariais mais baixas. Após dez anos de carreira, elas recebem quase uma faixa inteira a menos que os homens, cenário que persiste mesmo após a sanção da Lei 14.611/2023, que tornou obrigatória a igualdade salarial entre gêneros. O estudo mostra que os salários mais altos estão ligados ao tamanho das carteiras administradas, e as mulheres são minoria nos cargos que lidam com orçamentos acima de R$ 20 milhões.
A pesquisa também aponta desafios estruturais da função: 74% dos gestores acumulam outras áreas além das viagens, e 71% ainda dependem de planilhas manuais, o que compromete a confiabilidade dos dados. Embora 91% já utilizem algum tipo de inteligência artificial para produtividade, apenas 7% têm a tecnologia integrada aos sistemas de gestão. O levantamento indica que, onde há maior maturidade digital, as dificuldades diminuem, como no uso de ferramentas de reserva online e softwares próprios de despesas. O estudo completo está disponível no site da Paytrack.