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Braskem pede proteção contra credores
Por REDAÇÃO RÁDIO SERRARIA
Publicado em 24/08/2026 12:52 • Atualizado 24/08/2026 12:57
Economia
Divulgação/CNI

A Braskem protocolou na madrugada desta segunda-feira pedido de recuperação extrajudicial, envolvendo dívidas superiores a US$ 10 bilhões. Com isso, a petroquímica ganhou mais 90 dias de proteção contra credores, prazo adicional para avançar nas negociações de reestruturação financeira.

O período anterior de 60 dias de proteção terminaria hoje. Para apresentar o pedido, a companhia precisava da adesão de 33% dos credores. Agora, será necessário obter apoio de 50% mais um para aprovar a proposta definitiva de reorganização da dívida.

Até a última sexta-feira, a empresa ainda buscava consenso com bancos e detentores de títulos emitidos no exterior. Esse grupo, conhecido como bondholders, concentra cerca de US$ 7 bilhões da dívida total e resistiu à proposta inicial, que previa apenas alongamento de prazos e carência para pagamentos.

As conversas se estenderam pelo fim de semana, em meio à tentativa de fechar a adesão mínima exigida para sustentar o pedido. A negociação com os credores é considerada etapa central para evitar um desfecho mais complexo na reestruturação.

A pressão sobre os bondholders é vista como decisiva. Sem o apoio desse grupo, a empresa terá dificuldade em alcançar o quórum necessário para validar o plano de recuperação extrajudicial.

Na semana passada, a Braskem conseguiu encaminhar a situação de sua subsidiária mexicana, a Braskem Idesa. O pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos foi acompanhado de proposta que inclui aporte total da matriz de US$ 476 milhões.

Desse valor, cerca de US$ 126 milhões já haviam sido desembolsados antes do pedido de Chapter 11. Outros US$ 230 milhões devem ser pagos no curto prazo, enquanto o restante será destinado à subsidiária em até seis meses.

A expectativa é que o avanço nas negociações com credores e o aporte na operação mexicana ajudem a reduzir a pressão sobre a companhia. O desafio, no entanto, continua sendo conquistar a maioria necessária para aprovar o plano definitivo de reorganização. (Com informações do Jornal do Brasil)

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