O vereador da Câmara Municipal de São Paulo, Adrilles Jorge (União Brasil), protocolou uma notícia-crime no Ministério Público de São Paulo para que sejam investigados os atos de violência ocorridos durante uma invasão à Universidade de São Paulo (USP) no dia 8 de junho. A manifestação, que aconteceu logo após o fim de uma greve estudantil, resultou na intervenção da Polícia Militar para desocupar o prédio da administração central no campus Butantã.
Segundo o documento apresentado pelo parlamentar, durante a ocupação houve depredação do patrimônio público, agressões contra servidores e o lançamento de um rojão em direção a policiais e seguranças que atuavam na contenção do tumulto. “A violência jamais pode ser confundida com manifestação legítima. Quando agentes públicos são atacados com explosivos, quando o patrimônio público é depredado e pessoas são colocadas em risco, cabe ao Estado agir com firmeza”, afirmou Adrilles Jorge.
O vereador ressaltou que, dependendo da perícia sobre o artefato explosivo e das circunstâncias, a conduta pode configurar dolo contra a vida, caracterizando tentativa de homicídio. Além disso, ele apontou outros possíveis crimes cometidos durante o protesto, como lesão corporal grave, dano qualificado ao patrimônio público, associação criminosa e emprego irregular de artefato explosivo.
Adrilles Jorge também lembrou que a invasão da USP foi parte de uma série de atos antidemocráticos promovidos por movimentos estudantis nos últimos meses. Ele próprio foi vítima de agressões físicas por universitários que defendiam a prorrogação da greve geral, que durou quase 60 dias. “Nossa iniciativa busca assegurar que todos os fatos sejam rigorosamente apurados e que os responsáveis sejam exemplarmente punidos”, destacou o parlamentar.
Por fim, o vereador solicitou que o Ministério Público identifique e responsabilize os autores dos crimes, ressaltando que as penas para os delitos, especialmente para a tentativa de homicídio, podem ultrapassar 10 anos de reclusão. “Há indícios de que os estudantes envolvidos ingressaram na instituição já munidos de objetos capazes de provocar danos e colocar em risco a integridade física da Polícia e demais servidores públicos”, concluiu Adrilles Jorge.
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