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IA transforma habilidades e desafia profissionais
Empresas e trabalhadores buscam atualização constante para acompanhar mudanças rápidas no mercado
Por REDAÇÃO RÁDIO SERRARIA
Publicado em 20/09/2026 11:13
Economia
Divulgação

O relatório do Fórum Econômico Mundial projeta que até 2030, 39% das habilidades exigidas em diversas ocupações serão modificadas pela inteligência artificial e outras tendências tecnológicas. Profissionais em início de carreira já percebem que metade das competências atuais pode perder relevância em poucos anos, o que reforça a necessidade de aprendizado contínuo.

Além dos trabalhadores, 59% dos CEOs globais veem a escassez de competências estratégicas como uma ameaça aos negócios, com 22% deles altamente expostos a perdas financeiras por falta de talentos. Essa realidade pressiona as empresas a investirem em programas de upskilling e reskilling para formar profissionais internamente e reduzir riscos.

Tatiani Despirto, CFO da Kumulus, destaca que a evolução acelerada de tecnologias como IA e computação em nuvem torna o aprendizado constante uma necessidade. A empresa investe em capacitação técnica e desenvolvimento comportamental para preparar equipes, independentemente da formação inicial, para as novas demandas do setor.

A mudança também impacta a relação dos profissionais com suas carreiras, que buscam maior equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, além de valorizarem a saúde mental. Segundo a Catho, esses fatores ganharam peso na escolha de empregos, refletindo uma transformação cultural no mercado de trabalho.

Entretanto, a transição profissional enfrenta desafios, como a dificuldade das empresas em encontrar candidatos adequados e o aumento de currículos incompletos. Por isso, programas estruturados de desenvolvimento profissional ganham espaço como solução para suprir a demanda por especialistas qualificados.

Na Kumulus, o investimento em aprendizagem contínua já gerou resultados concretos, com profissionais migrando de áreas como Direito para cargos em tecnologia. Exemplos como Daniela Marchetti e Gabriela Maranhão mostram como o reskilling pode abrir novas oportunidades e fortalecer competências essenciais.

O caso de Paula Matheus, ex-professora que se tornou analista de dados após capacitação, reforça a importância do desenvolvimento técnico aliado à experiência prática. A empresa demonstra que a aprendizagem contínua pode acelerar a entrada em áreas de alta demanda no mercado.

Tatiani ressalta que, com a redefinição de funções pela IA, a capacidade de aprender e se adaptar é o principal diferencial profissional. O diploma tradicional já não garante carreira longa, e o desenvolvimento constante de habilidades técnicas e comportamentais é fundamental para o sucesso.

Investir na evolução das pessoas prepara as empresas para os desafios futuros, reduz a escassez de talentos e preserva conhecimento estratégico. A aprendizagem contínua deixou de ser apenas uma iniciativa de RH e tornou-se uma decisão essencial para a sustentabilidade dos negócios na era da inteligência artificial.

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