Na tribuna da Câmara de Diadema, o vereador Reinaldo Meira fez um discurso duro contra sindicatos e ex-gestões municipais, relacionando a crise previdenciária da cidade à má condução política ao longo das últimas décadas. “O sindicato tem que cuidar dos trabalhadores, não de campanha política”, afirmou, criticando entidades que, segundo ele, priorizam disputas partidárias em vez de negociações por melhorias.
Meira destacou que o Instituto de Previdência do município acumula dívidas bilionárias e que os servidores vivem sob medo de não receber salários ou aposentadorias. “Os trabalhadores não têm culpa, quem destruiu os recursos foram os que passaram por aqui”, disse, lembrando que a situação se agravou ao longo de 30 a 40 anos.
O vereador também questionou a falta de concursos públicos em gestões anteriores, apontando que a ausência de reposição de profissionais concursados contribuiu para a fragilidade financeira do município. “Por que lá atrás não fizeram concurso para médicos, professores e enfermeiros?”, indagou, defendendo que a terceirização não substitui a necessidade de servidores efetivos.
Em sua fala, Meira criticou ex-prefeitos e deputados ligados a Diadema, acusando-os de não terem deixado marcas positivas na cidade. “Diadema já elegeu deputados, mas nenhum deles lutou pela cidade. Todos foram ruins, nunca brigaram por Diadema”, afirmou, pedindo que os eleitores fiquem atentos às campanhas eleitorais.
O parlamentar também fez referência ao atual prefeito Taka, dizendo que sua gestão tenta salvar o Instituto de Previdência e garantir os direitos dos servidores. “Se continuasse como antes, não haveria mais salários nem aposentadorias. O prefeito está tentando salvar o que foi destruído ao longo dos anos”, declarou.
Encerrando, Reinaldo Meira pediu seriedade na política e criticou a superficialidade das campanhas eleitorais. “Televisão engana, dancinha não faz política. Política tem que ser séria, tem que ser verdadeira”, concluiu, defendendo que Diadema precisa de representantes que lutem de fato pelo município.