O vereador Josa Queiroz fez duras críticas durante a sessão da Câmara Municipal de Diadema ao comentar a aprovação de dois projetos de autoria do Executivo. O primeiro autoriza a contratação de operação de crédito com a Desenvolve São Paulo no valor de R$ 115 milhões. O segundo trata da adesão ao parcelamento especial de dívidas com a União, previsto na Emenda Constitucional nº 136 de 2025.
Segundo Josa, o financiamento de R$ 115 milhões foi aprovado em regime de urgência sem o devido debate. “Estamos falando de um financiamento que compromete receitas futuras, como o Fundo de Participação dos Municípios e o ICMS. Não é uma compra de pãozinho na padaria, é uma dívida que vai atravessar governos”, afirmou.
Ele destacou que os recursos têm destino nobre, como a construção e reforma de unidades de saúde e do Centro de Atendimento às crianças com espectro autista. No entanto, lamentou a falta de informações detalhadas. “Jamais votaria contra investimentos em saúde, mas é preciso discutir e esclarecer antes de aprovar”, disse.
Na sequência, a Câmara aprovou o projeto que autoriza o parcelamento de dívidas com a União. Para Josa, a medida é justificável, mas contraditória. “De um lado pedimos dinheiro emprestado, do outro parcelamos dívidas antigas. É uma contradição política e estratégica”, avaliou.
O vereador alertou para os riscos de repetir erros do passado, quando valores de dívidas foram apresentados de forma confusa. “Isso não é retórica, é um alerta. Apertem os cintos porque o piloto sumiu”, declarou, em tom crítico.
Apesar das críticas, Josa votou favoravelmente aos dois projetos, justificando que não poderia se opor a investimentos em saúde nem à oportunidade de refinanciamento oferecida pelo governo federal. “Se não fosse o papai Lula, muitos municípios estariam morro abaixo”, concluiu.