Offline
Saúde de Diadema enfrenta graves problemas
Vereadora denuncia falta de testes, demora no atendimento e ambulâncias paradas no almoxarifado da cidade
Por Rádio Serraria
Publicado em 23/04/2026 16:42 • Atualizado 23/04/2026 16:43
Diadema
Divulgação/CMD

A vereadora Patti Ferreira usou a tribuna da Câmara Municipal de Diadema para denunciar a situação crítica da saúde pública na cidade. Segundo ela, a realidade enfrentada pela população está longe das propagandas oficiais que mostram um cenário positivo. "Quero perguntar como está a saúde de Diadema, se ela faz jus a todos os vídeos que a gente vê circular", afirmou.

Ela relatou casos que ilustram as falhas do sistema, como o de uma criança de três anos que precisou de um teste de influenza, mas não encontrou o exame disponível nem na UBS nem na UPA. "Estamos falando de um teste simples, necessário para o diagnóstico correto e encaminhamento da medicação", explicou.

Outro caso grave foi o de uma moradora que aguardou mais de seis horas na UPA Centro para ser removida pelo SAMU até o Hospital Piraporinha. A demora, segundo Patti, ocorreu por falta de ambulâncias e motoristas. "Eu estive na central do SAMU e ninguém me contou, eu fui lá na mesma noite", disse.

No hospital, a paciente enfrentou ainda a recusa inicial de atendimento por parte de um médico, que negou a existência da fratura no braço mesmo com raio-x em mãos. "Foi um problema pontual de um médico especialmente, que de forma grosseira não quis atender", relatou a vereadora.

Após insistência, outro médico assumiu o caso, confirmou a fratura e a paciente precisou ser internada para cirurgia. Patti ressaltou a importância do acolhimento e do compromisso dos profissionais de saúde, mas criticou o atendimento inadequado que presenciou.

A vereadora também denunciou que sete das nove ambulâncias doadas pelo governo federal permanecem paradas no almoxarifado da prefeitura. "Os carros foram entregues, mas a documentação e o seguro não foram feitos pela gestão municipal", explicou.

Ela criticou a gestão por focar em reformas superficiais, como pintura de paredes, e por fechar UBSs para reformas que nunca começam. "Não é só colocar vídeos bonitos e dizer que está tudo bom, tem que ir para a rua e perguntar o que está acontecendo", afirmou.

Patti Ferreira concluiu convocando a população a relatar suas experiências nas redes sociais para que a situação seja melhor compreendida e cobrou transparência da prefeitura. "Estamos aqui para denunciar e fiscalizar, contem comigo", finalizou.

Comentários
Comentário enviado com sucesso!