As doenças renais costumam evoluir de forma silenciosa, muitas vezes sem sintomas nas fases iniciais. E, quando descobertas tardiamente, podem levar a quadros graves, como insuficiência renal e a necessidade de transplante.
Casos como o do ator Jackson Antunes, que precisou passar por um transplante de rim, ajudam a chamar atenção para a importância do diagnóstico precoce e da prevenção quando se comemora o Dia Mundial do Rim, sempre na segunda quinta-feira de março, como forma de conscientizar a população sobre a saúde renal e incentivar a prevenção e o diagnóstico precoce.
Dados internacionais mostram a dimensão do problema: 1 a cada 10 adultos no mundo apresenta algum grau de doença renal crônica. No Brasil, estima-se que aproximadamente 10 milhões de pessoas convivam com a doença, muitas delas sem diagnóstico. Hoje, pouco mais de 1% desse total, cerca de 140 mil brasileiros realizam tratamento de diálise, e o número que cresce a cada ano.
“A doença renal crônica ocorre quando há perda progressiva da função dos rins, que são responsáveis por filtrar o sangue, eliminar toxinas e controlar o equilíbrio de líquidos e minerais no corpo. Problemas como hipertensão e diabetes respondem por grande parte dos casos”, afirma o superintendente de Medicina Preventiva da MedSênior, Roni Mukamal.
Para ele, o caso do Jackson Antunes é um exemplo real de como a doença renal pode ser drástica. “A esposa dele era compatível, ele fez o transplante e está se recuperando bem, mas o que as pessoas precisam saber é que, se identificarmos a perda de função renal nos estágios 2 ou 3, temos ferramentas para frear essa progressão. O segredo está na atenção, no cuidado e no monitoramento constante, se possível, com um olhar atento de uma equipe multidisciplinar”, diz.
Ele conta que essa é a tônica do Prime Nefrologia, programa criado pela MedSênior. Por ele, a operadora incluiu beneficiários com fatores de risco ou já com algum grau de disfunção renal em um serviço de acompanhamento. “A proposta do programa é oferecer ao beneficiário as orientações sobre o que fazer para prevenir a situação ou evitar a progressão da doença. Mas, além da informação, realizamos também o acompanhamento do paciente, indicando o momento certo para realizar exames, avaliando os resultados e ajudando a estabelecer uma rotina de cuidados e prevenção”, explica.
O resultado é animador: de um total de 900 pacientes participantes do programa em 2025, 95% conseguiram evitar a doença ou controlar sua evolução (que, quando já instalada, varia do grau 1 ao 5, sendo o último o indicador de falência renal).
Outros 2,5% já em grau avançado da doença não evoluíram para o último estágio, quando há a falência do órgão. Somados os dois índices, o resultado de é 97,5% de efetividade.
“Preservar a função renal é zelar pela vida, pelo bem-estar e pelo bem envelhecer. Quando a doença se agrava, o paciente passa a precisar de hemodiálise, realizada em clínicas especializadas ou unidades hospitalares de três a quatro vezes na semana, ou de um transplante renal”, explica o médico.
Para o médico, o monitoramento é fundamental. “A maioria dos pacientes só descobre algum problema renal quando a doença já está em estágio avançado. E exames simples de sangue e urina podem identificar alterações precocemente”, afirma.
Como proteger seu rim:
- Grande parte dos fatores de risco para doenças renais está relacionada ao estilo de vida. Obesidade, sedentarismo, consumo excessivo de sal e uso indiscriminado de medicamentos podem comprometer o funcionamento dos rins.
- Controlar a pressão arterial, manter níveis adequados de glicose, praticar atividade física e manter uma alimentação equilibrada são medidas importantes.
- Exames simples, como a dosagem da creatinina no sangue e a análise de urina, ajudam a avaliar o funcionamento dos rins e podem identificar problemas antes que eles evoluam para estágios mais graves.
Como funciona o programa Prime Diabetes
Monitoramento Constante: check-ups regulares e exames de sangue (creatinina) monitorados por inteligência de dados.
Equipe Multidisciplinar: Nutricionistas, enfermeiros e psicólogos atuam junto ao médico.
Educação em Saúde: Orientações personalizadas para o controle dos dois maiores vilões dos rins: a hipertensão e o diabetes.
MedSenior: http://www.medsenior.com.br