A Prefeitura de Diadema comemora um ano sem pacientes em macas nos corredores do Pronto-Socorro do Hospital Municipal (HMD). A mudança ocorreu após reorganização de fluxos, reforço de equipes e implantação de agentes de humanização.
O secretário municipal da Saúde, Antônio Carlos do Nascimento, destacou que a primeira vistoria da gestão ocorreu em 2 de janeiro de 2025 e resultou em ações imediatas para melhorar o atendimento.
Os indicadores mostram avanços importantes. A taxa de mortalidade adulta após 24 horas de internação caiu de 10,3% em 2024 para 6,8% em 2025.
A pesquisa de satisfação realizada em dezembro apontou que 82% dos pacientes avaliaram o atendimento como ótimo ou bom. O hospital atende diariamente entre 500 e 600 pessoas em regime de porta aberta, funcionando 24 horas.
Ao longo de 2025, o HMD recebeu novos equipamentos e ampliações. Em abril, ganhou uma autoclave doada pelo Rotary Club de Diadema. Em agosto, foram implantados mini-laboratórios que reduziram o tempo de espera dos exames básicos de até 12 horas para cerca de 59 minutos.
Em dezembro, o hospital foi ampliado em 320 m², com 23 novos leitos, retrofit dos elevadores e nova recepção.
As melhorias também alcançaram outras unidades de urgência e emergência.
Em fevereiro, foram ativados 15 novos leitos na UPA Centro. Em dezembro, a gestão entregou a UPA Paineiras Adulto e Infantil Ziraldo e anunciou obras nas UPAs Eldorado e Piraporinha.
O município implantou ainda o sistema Fast Track, que garante atendimento mais rápido para casos leves e de baixa complexidade.
Nota da Redação: Apesar dos grandiosos avanços no atendimento de emergência nos sistema de saúde da cidade, muita coisa ainda tem de ser consertada. Por exemplo: esses 23 novos leitos ajudam a resolver o problema de quem é atendido de forma urgente e precisa ficar em observação. Isto é fato.
Mas se o paciente precisa ser internado para um tratamento mais intenso, quiçá uma cirurgia, talvez tenha de enfrentar o número reduzido de enfermeiros e demais profissionais nas alas de internação do HMU; a insuficiência de certos materiais necessários para o dia-a-dia como lençóis, cobertores, produtos de higiene pessoal e até EPI's para os funcionários; as camas são antigas, manuais e dificultam para o paciente descer ou subir delas quando necessário, bem como quando os enfermeiros, precisam dispensar seus cuidados a quem está acamados, lembrando que já há camas que sobem e descem a altura do leito por meio de comandos digitais; os elevadores antigos e insuficientes para atender a alta demanda do hospital, lembrando que o prédio fora construído há mais de 50 anos e ninguém jamais esperava na época que atendesse a tantas pessoas meio século depois; na ala do pronto atendimento - no térreo - as pessoas que esperam para passar pelo médico ou fazer um curativo, tomar soro, ou algum outro procedimento tem de ficar em pé, se no local não tiver cadeiras disponíveis.
É claro que muito desses problemas nos andares de internação foram registrados ao final do governo anterior e começo da administração do atual. As melhorias que foram mostradas foram apenas na área do pronto atendimento no térreo e no subsolo. A prefeitura até o momento não esclareceu se sanou os problemas dos oito andares de internação, incluindo a maternidade e a UTI. Todas as imagens registradas pela prefeitura no ano passado dizem respeito ao que fora feito no pronto-socorro basicamente.
Se na área do chamado "pronto atendimento" e do "atendimento ambulatorial" as coisas melhoram bastante, é preciso ter uma atenção maior às unidades básicas de saúde. É fato que muitos problemas como a falta de medicamentos, por exemplos, foram sanados. Porém outros permanescem sem solução.
O maior deles seja o déficit de unidades para atender a população da cidade. As 20 UBS's instaladas estão sobre carregadas o que diminui a qualidade e a rapidez do atendimento. No caso de algumas, pelo menos metade dos pacientes moram há mais de 1 Km de distância do posto de saúde designado a atendê-los. Muitos deles só podem ir até lá de ônibus ou de carro o que dificulta o acesso, dado a topografia desfavorável dominante em nossa cidade.
Segundo a prefeitura, o último levantamento feito para distribuir as vagas para cada UBS foi feito em 2009. Essa distribuição feita em governos anteriores deve ter sido feito por alguém que certamente nunca usou o SUS na vida, quiçá conhecesse minimamente os bairros da cidade. E a coisa piorou porque os governos anteriores tratavam o pobre do paciente com desconfiança, partindo do pressuposto que ele estava na verdade querendo "tirar vantagem" do ineficiente sistema municipal de saúde de então.
No fim das contas, a população espera que nesse segundo ano, o prefeito atual não se esqueça de dar uma atenção muito maior aos paciente que se valem das UBS - base so sistema público de saúde - para poder fazer o tratamento muitas vezes indicado pela AME do Centro ou até mesmo pelos médicos do Hospital Municipal. Do contrário não terão mais o que comemorar.
